O Maverick nunca emplacou pelas deficiências de projeto, mas a versão GT (na foto, um modelo 1975) era referência para os amantes da velocidade e dos carros potentes, graças ao possante motor V8, que lhe dava velocidade máxima de 180 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 11 s, boas marcas para a época.
Um 4 portas em acabamento Super Luxo: versão que tinha distância entre-eixos maior (2,79 m), resultando em melhor espaço para as pernas dos passageiros de trás, mas que não deu certo por causa da preferência nacional pelos carros de duas e de três portas.
Lançado em 1973, o Maverick
vinha de início apenas com duas portas, em acabamentos Super, Super Luxo e GT. O seu nome vem de um touro selvagem que vive na América do Norte. A
versão de entrada e a intermediária tinham motor 3.0 de seis cilindros e
alavanca de mudanças na coluna de direção, que era travada pela trava de direção (desde
que estivesse em primeira, terceira ou ré), mas em contrapartida os engates eram
duros e desconfortáveis. O esportivo tinha motorização V8 de 5 litros (com potência de
197 cv e 39,5 mkgf de torque), e câmbio de quatro marchas com alavanca no
assoalho. O espaço no banco traseiro decepcionava no modelo cupê, bem como o motor das duas versões inferiores, que tinha
válvulas de admissão no cabeçote e escapamento no bloco, uma tecnologia já
ultrapassada que reduzia o rendimento, pois potência e torque (112 cv e 22,6
mkgf, na ordem) eram insuficientes para puxar o peso elevado do carro, e o
consumo era altíssimo. A suspensão dianteira era independente com braços
sobrepostos e molas helicoidais, e a traseira era de eixo rígido com feixe de
molas semi-elípticas, que é adequada não a um automóvel de passageiros e sim a
picapes, como a F-1000 e a Pampa, que eram equipadas com este tipo de suspensão
traseira. A versão superior tinha excelente desempenho, com velocidade máxima de
180 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 11 segundos, contra 150 km/h e 20
segundos das outras versões, e vinha equipada com faróis auxiliares, travas
externas no capô, console central com relógio, bancos individuais de assento mais
baixo, rodas de tala mais larga (6 polegadas ante 5 do Super e do
Super Luxo) e caixa de direção de esferas recirculantes, enquanto os de 6
cilindros usavam setor e rosca sem-fim. Mesmo assim, o GT exigia mais movimento
no volante em qualquer manobra, embora com ganho em maciez. Para resolver esse
problema, chegou a oferta de direção hidráulica. Vinha simultaneamente o Maverick sedã de quatro
portas, que tinha maior distância entre-eixos (2,79 m enquanto o outro tinha 2,61 m), o que
permitia mais espaço para as pernas dos passageiros de trás, mas não teve êxito
por conta da preferência nacional da maioria naquela época, e transmissão
automática de 3 marchas quando equipado com a unidade motriz V8. O esportivo teve
problemas sérios nas primeiras unidades, como travamento dos freios traseiros e
superaquecimento do motor, devido ao sistema de refrigeração
subdimensionado. Em 1974, o carro não teve grandes alterações. Para a linha
1975, vieram várias evoluções: freios dianteiros a disco com novas
pinças, suspensão dianteira aprimorada, nova caixa de direção, bancos dianteiros
individuais e alavanca de mudanças no assoalho estendidos para toda a linha, acabamento
melhorado e a principal, o motor 2.3 de quatro cilindros, mais moderno e mais
econômico, com comando de válvulas no cabeçote, fluxo cruzado de gases, potência
de 99 cv e torque de 16,9 mkgf, que oferecia desempenho melhor do que o do seis
cilindros, que saía de cena. A nova mecânica levava o Maverick a 155 km/h de
velocidade máxima, e acelerar de 0 a 100 exigia agora 17 segundos. No ano
seguinte, nenhuma mudança relevante. Para 1977, ar-condicionado e transmissão automática agora eram oferecidos opcionalmente com qualquer dos dois
motores, bem como a direção hidráulica, em qualquer versão. O GT trazia duas
entradas de ar no capô sem travas externas, e podia ser comprado também com a
motorização menor. O Super Luxo, por sua vez, foi renomeado LDO. Suspensões, freios, lanternas traseiras, grade e bancos eram
novos. Mesmo com tantos aperfeiçoamentos, as vendas nunca chegaram a decolar. Para
o ano seguinte vinha o Corcel II, que mesmo sendo posicionado no segmento médio, trazia estilo moderno e era mais confortável que o carro de faixa
superior. Uma evolução do novo modelo era o câmbio de cinco marchas. Para 1979, o
Maverick foi apresentado normalmente pela Ford, mas não trazia evoluções e em abril, dava adeus ao mercado brasileiro aos seis anos
de vida.
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